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1. O que é um Banco de Tumores? Qual a sua finalidade?
Um Banco de Tumores é uma organização composta por pessoas, equipamentos e processos que se destina a coletar e armazenar amostras de tecidos humanos tumorais e não-tumorais. A finalidade de um Banco de Tumores é coletar e armazenar amostras que serão utilizadas em projetos de pesquisa com a finalidade de entender melhor os processos que levam ao aparecimento e evolução dos tumores no ser humano.
2. Como amostras biológicas humanas são utilizadas na pesquisa em câncer?
Pesquisas em câncer muitas vezes têm a finalidade de entender os processos que levam à transformação de um tecido normal (por exemplo, o tecido da mama) em um tumor. Estas pesquisas podem ocorrer de vários modos. Desde o início do ano 2000, os cientistas de pesquisam o câncer podem investigar a doença utilizando ferramentas que estudam desde a informação genética que carregamos (ou DNA), como os processos envolvidos na formação de uma célula ou tecido (e que envolvem moléculas que chamamos de RNA e proteínas). As técnicas que estudam DNA, RNA e proteínas muitas vezes precisam que o tecido estudado seja coletado e armazenado em condições especiais. Um Banco de Tumores garante que estas condições sejam alcançadas.
3. O que é “pesquisa translacional” (“translational research”)?
“Pesquisa translacional” (do inglês “translational research”) significa fazer pesquisa básica com o objetivo de descobrir novas informações que possam levar ao desenvolvimento de novas drogas, tratamentos e métodos de diagnóstico. Por exemplo, uma pesquisa pode identificar que um tumor produz uma substância que não é produzida em nenhum outro lugar do corpo humano. Esta substância ou molécula (também chamada alvo terapêutico) pode um dia vir a ser utilizada como alvo de um remédio para o tratamento deste tumor.
4. Doar amostras para o Banco de Tumores traz algum risco para a minha saúde ou tratamento?
Não. A coleta de material para o Banco de Tumores tem que seguir princípios éticos estabelecidos em legislação nacional e aceitos internacionalmente. Assim, em nenhum momento a saúde de um paciente é colocada em risco para que a coleta seja realizada. Da mesma maneira, se um paciente não autoriza a coleta de uma amostra para o Banco de Tumores, seu tratamento no Hospital A C Camargo não será de modo algum diferente do tratamento de um paciente que autorizou a coleta de material.
5. Doar amostras para o Banco de Tumores traz algum risco para a minha privacidade?
Não. O Brasil possui legislação específica que regula o funcionamento de organizações como o nosso Banco de Tumores (também chamadas de Bancos de Tecidos, Biobancos ou Biorrepositórios). Esta legislação nos obriga a garantir ao paciente que a amostra coletada e armazenada em nenhum momento permitirá a identificação do paciente que autorizou a doação.
6. Doar amostras para o Banco de Tumores me trará algum benefício financeiro?
Não. A autorização da doação de material para o Banco de Tumores tem que ser espontânea. Por isso, não há benefício financeiro ao paciente que nos autoriza a coletar uma amostra de seu tumor para o Banco.
7. Após eu conceder a autorização, como as amostras serão utilizadas em projetos de pesquisa?
Qualquer pesquisador somente poderá ter acesso às amostras armazenadas no Banco de Tumores após o seu projeto de pesquisa ser aprovado por um Comitê de Ética em Pesquisa. Este comitê assegura o cumprimento dos princípios éticos existentes na legislação brasileira e que devem ser seguidos por todo o pesquisador que utiliza amostras de seres humanos.
8. Como eu posso autorizar a coleta e armazenamento de amostras?
A autorização de coleta e armazenamento de amostras pelo pessoal do Banco de Tumores é realizada através da assinatura de um documento chamado “Termo de Consentimento Livre e Esclarecido”. Este termo é apresentado ao paciente no mesmo documento que solicita a autorização para realização da cirurgia para o tratamento do tumor, assim como a autorização para transfusão de sangue que pode ser necessária durante a cirurgia. Embora seja um documento único, as autorizações para cirurgia, transfusão de sangue e coleta de material para o Banco de Tumores são concedidas de forma separada, ou seja, o paciente tem a opção de escrever SIM ou NÃO a cada uma das solicitações que lhe são feitas.
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