Coordenação
Dirce Maria Carraro


Comissão de Difusão
Cristiane Gonçalves
Elisa Napolitano
Eloisa Olivieri
Mariana Maschietto



• Exposição: "Câncer: conhecer para prevenir"

Com a proposta de desmistificar o câncer e trazer a ciência para perto da sociedade, o CEPID A.C.Camargo leva aos parques da cidade a exposição “Câncer: Conhecer para Prevenir”. Com vinte e dois painéis que apresentam o câncer unindo conceitos lúdicos e didáticos, a mostra conta com dois novos painéis: sobre síndromes hereditárias e a importância do banco de tumores.

A programação itinerante começou no dia 30 de maio – em comemoração ao Dia Mundial Sem Tabaco (31), no Parque Ibirapuera. Já passou pelo Parque da Aclimação, do Carmo e Trianon; e agora poderá ser vista nos parques da Água Branca, na Barra Funda (3 de setembro a 7 de outubro); Vila do Rodeio, em Cidade Tiradentes (8 de outubro a 4 de novembro); da Independência, no Ipiranga (5 de novembro a 2 de dezembro); do Guarapiranga, no extremo Sul da capital (3 de dezembro de 2010 a 10 de janeiro de 2011); e o Vila Prudente, na zona Leste (10 de janeiro a 7 de fevereiro).

Os painéis abordam a prevenção do câncer com ênfase nos sintomas e fatores de risco para os tipos mais comuns na população brasileira: mama, colo de útero, próstata, pele, pulmão, intestino, entre outros. O objetivo é mostrar ao público que é possível prevenir o câncer com a prática de um estilo de vida que inclua: alimentação saudável (rica em frutas, verduras e legumes) e a realização de exercícios físicos, aliado a prevenção de fatores de risco como cigarro (responsável por 40% dos casos de câncer), a ingestão de bebidas alcoólicas em excesso, a exposição desprotegida e excessiva ao sol e dieta rica em gorduras.

“A exposição reflete nosso compromisso de fazer difusão científica, ressaltando a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer por meio de práticas que podem ser adotadas por toda a população”, afirma Dirce Maria Carraro, Pesquisadora e coordenadora de transferência tecnológica e difusão do Cepid/A.C.Camargo. O projeto, que é financiado pelo CEPID/FAPESP tem o apoio da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente da Prefeitura de São Paulo.

PROGRAMAÇÃO
Exposição – “Câncer: Conhecer para Prevenir”
Realização: CEPID A.C.Camargo
Locais e Datas:
Parque da Água Branca - de 3 de setembro a 7 de outubro
Endereço: Av. Francisco Matarazzo, 455 - Barra Funda

Parque Vila do Rodeio - de 8 de outubro a 4 de novembro
Endereço: Rua Igarapé da Bela Aurora, 342 - Cidade Tiradentes

Parque da Independência de 5 de novembro a 2 de dezembro
Endereço: Av. Nazareth s/n - Ipiranga

Parque do Guarapiranga - de 3 de dezembro de 2010 a 10 de janeiro de 2011 Endereço: Estrada de Guarapiranga, 575 - Guarapiranga

Parque Lydia Natalizio Diogo - Vila Prudente - de 10 de janeiro a 7 de fevereiro de 2011
Endereço: Rua João Pedro Lecor s/n, ao lado do SENAI - Vila Prudente


Mais informações: http://www.accamargo.org.br/cepid/index.php
Entrada gratuita



• Hospital A.C.Camargo inaugura Centro Internacional de Pesquisa e Ensino

Determinado a dar maior projeção internacional à pesquisa oncológica feita no Brasil e trazer mais qualidade à ciência no país, o Hospital A.C.Camargo inaugura em 5 de agosto uma nova sede para o seu Centro Internacional de Pesquisa e Ensino (CIPE), que vai abrigar e centralizar toda a produção científica e de ensino da instituição, líder no país segundo avaliação do Ministério da Educação / CAPES em toda esta década.

Com 4 mil m², o novo CIPE tem infra-estrutura e tecnologia só comparáveis às de centros internacionais e será inaugurado pelo cientista alemão Harald zur Hausen - que em 2008 recebeu o Prêmio Nobel de Medicina por identificar a relação do papilomavírus (HPV) com tumores como o de colo do útero, o segundo mais frequente em mulheres no Brasil.

O cientista Ricardo Brentani, presidente da Fundação Antônio Prudente, mantenedora do Hospital A.C.Camargo, afirma que o novo CIPE coloca a pesquisa em câncer em condições privilegiadas. "Não temos no Brasil uma infra-estrutura compatível com esta. Adquirimos equipamentos únicos no país, como o sequenciador que pode realizar genomas completos de um ser humano em menos de uma semana, e temos algumas das melhores cabeças da ciência oncológica reunidas num mesmo ambiente", diz.

Brentani ressalta que o desenvolvimento científico reflete em benefícios diretos ao paciente, um diferencial do hospital e também de suas linhas de ensino e pesquisa. "Sete entre dez de nossos pesquisadores integram o corpo clínico do A.C.Camargo, o que significa que seu conhecimento reflete na prática médica. O trabalho desses cientistas retorna para o paciente na forma de um tratamento mais eficaz" afirma.



• Campanha "O combate ao câncer vai de Metrô”

Exposição itinerante realizada em sete estações do metrô de São Paulo, de novembro de 2006 a julho de 2007, como uma campanha sobre prevenção e detecção precoce do câncer. Criada, desenvolvida e executada por um grupo de alunos de pós-graduação do Hospital A.C.Camargo e que são membros da ONG “DNA vai à escola”, a exposição foi financiada totalmente pelo CEPID.

A iniciativa, que foi a primeira exposição científica realizada nas estações de Metrô de São Paulo, onde 2 milhões de pessoas circulam todos os dias, teve o objetivo de levar ao público os conceitos fundamentais da doença. Foram exibidos um total de 20 pôsteres por aproximadamente um mês em cada estação. Os pôsteres apresentaram figuras didáticas e textos informativos sobre os vários tipos de câncer, o que é e como se proteger ou detectar precocemente.

Com repercussão internacional, a campanha foi comentada em uma revista de grande impacto internacional Lancet Oncology e na revista nacional Ciência Hoje.

Para avaliar o impacto da exposição nos usuários do metrô, foi realizada uma pesquisa em duas estações do metrô, com públicos diferentes, Vila Madalena e Corinthians Itaquera. Foram entrevistas 426 pessoas e, a grande maioria dos entrevistados relatou que as informações contidas nos pôsteres ajudaram esclarecer suas principais dúvidas sobre a doença. Ficou demonstrado, com estes resultados, que iniciativas como essa são de extrema importância para informação da população.



• Curso de atualização de professores na área oncológica.

Mais uma iniciativa que contou com o apoio do CEPID A.C.Camargo e que revela o princípio do projeto, disseminar informação para a sociedade. Trata-se de um curso de atualização de professores do ensino médio. Organizado pelo professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Roger Chammas e do aluno de doutorado da mesma Instituição, Guilherme Francisco.

O curso teve o objetivo para complementar a formação profissional dos professores do ensino médio em relação aos conceitos básicos de oncologia, permitindo o desenvolvimento do raciocínio crítico sobre esse assunto. As inscrições dos professores da rede pública contaram com o apoio do Cepid.

O bloco ministrado pela equipe do A.C.Camargo foi “Discutindo os avanços da genética e biologia molecular no estudo e tratamento do câncer”. Esse bloco contou com a participação das alunas de doutorado Mariana Maschietto, Mev Domingues e Maria Cristina Rangel. O programa completo está disponível nesse site. Veja o programa completo.

Em 2008, numa continuidade a esta atividade e a Campanha do Metrô, a equipe da Faculdade de Medicina da USP levou os cartazes da campanha do metrô em cursos desse tipo, realizados nos seguintes colégios:

• E.E. Nelson Monteiro Palma

• E.E. Maria da Silva Expedita

• E.E. Maria Helena B. Martins

• E.E. Raquel Assis Barreiros

• E.E. Henrique Souza Filho-Henfil

• Fito – Osasco

• Colégio Nossa Senhora dos Remédios

• Colégio São Luis

• Unifieo



• Mostra Exposição Genômica em São Paulo

Durante a Exposição “A Revolução Genômica”, que aconteceu de 29 de fevereiro a 13 de julho de 2008, no Pavilhão Armando de Arruda Pereira, no Parque Ibirapuera, em São Paulo, a equipe do Cepid A.C.Camargo realizou, em uma área reservada, uma apresentação com a utilização de linguagem simples sobre uma das linhas de pesquisa: o câncer de mama; e uma das tecnologias mais utilizadas: o chip de DNA, que é utilizado de forma rotineira nesse centro de pesquisa, para vários tipos de projetos.

A tecnologia dos chips de DNA contribui para investigar que genes estão ativos nas células dos diferentes tumores. O câncer, entendem os pesquisadores da área, é uma doença genética: os tumores se formam quando certos defeitos descontrolam os genes que regulam a vida e a morte de uma célula. Genes que estão inativos – e também genes ativos demais – causam o descontrole que leva à transformação de uma célula normal em célula cancerosa. Experimentos com chips de DNA que localizem genes ativos ou inativos, em comparação com células normais, por exemplo, são uma ferramenta de investigação que pode levar a compreender melhor cada tipo de câncer; também a um diagnóstico mais preciso; ou a uma melhor escolha de tratamento.

Para os médicos que tratam de pessoas com câncer, uma questão aparece com freqüência: qual o tratamento mais eficiente em cada caso? Essa decisão depende, entre outros fatores, do tipo do tumor. Mesmo entre cânceres que afetam o mesmo ponto do corpo, existe diversidade. No caso das pessoas que desenvolvem câncer de mama, 80% dos tumores são do tipo chamado pelos médicos de “carcinoma ductal”. Se o tumor é desse tipo e suas células não invadiram áreas à sua volta, em quase todos os casos, o tratamento sem quimioterapia cura o doente. Os médicos diagnosticam se o tumor é um carcinoma ductal olhando o tecido retirado do tumor.

Infelizmente, em uma parte pequena (2%) das pessoas que tem o câncer de mama diagnosticado como “carcinoma ductal in situ” – que não invadiu tecidos à sua volta, a doença volta depois de passado um período de tempo. Isso acontece porque, embora o tumor já tivesse começado a invadir áreas próximas, foi impossível para os médicos distinguir isso ao microscópio; nesses casos, teria sido melhor a quimioterapia. É aí que os chips de DNA mostram uma de suas utilidades: será que é possível descobrir que genes estão ativos nesses tumores que progridem, mas parecem iguais àqueles que não são agressivos, e assim usá-los para indicar o melhor tratamento? Com essa metodologia, procuramos genes alterados antes da alteração estar presente na forma do tumor que aparece no microscópio.

Para a construção do chip de DNA, fragmentos do ácido correspondentes aos nossos genes são imobilizados em lâminas de vidro especializadas, que são colocadas em contato com material genético extraído de tumores que parecem iguais quando examinados no microscópio. Se descobrirem genes que estão ativos nos tumores agressivos podem, então, mudar o tratamento e diminuir a chance de esses 2% apresentarem piora da doença.

Essa metodologia é utilizada para vários tipos de problemas relacionados ao câncer e ao buscar esses genes alterados é possível ajudar os clínicos especializados a melhorar o diagnóstico ou prognóstico dos diferentes tipos de câncer, beneficiando dessa forma o paciente.



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